<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5266144</id><updated>2011-04-21T23:00:57.752-03:00</updated><title type='text'>Lá em Casa</title><subtitle type='html'>Um espaço para registrar memórias, sonhos e reflexões (mas sem muita pretensão)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://laemcasa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5266144/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laemcasa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Josh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07090131177360088032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5266144.post-92333299</id><published>2003-04-09T23:56:00.000-03:00</published><updated>2003-04-10T00:26:11.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por onde começo? Bem, vou falar sobre um livro que ganhei, chamado "O Menino Persa", da escritora inglesa Mary Renault, que basicamente conta a história (aparentemente verídica) de Bágoas, um menino oriundo de uma nobre família persa, cujos pais foram assassinados graças a uma série de conspirações e intrigas, sendo ele castrado e escravizado, tornando-se eunuco no harém de um aristocrata para ser também, posteriormente, prostituído.. Bágoas ere muito bonito e encantador e, por esse motivo, acaba sendo ofertado como presente (ou vendido, nem me lembro mais) ao rei da Pérsia, Dario, de quem se torna amante. Ele passa a viver na corte, onde testemunha crueldades e covardias e, como narrador, acaba por retratar os costumes do seu povo, justamente numa época de profundas transformações. A Pérsia estava sendo invadida e conquistada por Alexandre, o Grande e seu exército e Bágoas descreve como os indolentes e luxuriosos persas foram esmagados pelos ágeis e despojadíssimos macedônios. Por um golpe do destino, ele acaba sendo oferecido à Alexandre como criado, depois de ser dispensado da corte persa. Bágoas torna-se então, amante de Alexandre e...é só! Bem...só lí até essa parte. Ainda não passei da metade do livro, tal. O que dizer? É um romance histórico bacana, bem-cuidado, com toda uma preocupação de ser o mais verossímil o possível, etc...mas...é chatinho e eu tenho penado bastante para lê-lo. Talvez eu esteja de bode, mal-humorado e não saiba apreciar a trama. Talvez eu esteja tão viciado em ler textos curtos, concisos e superficiais na internet que me falte a concentração necessária para mergulhar em livros, romances, textos mais longos e densos. Confesso sentir alguma dificuldade para, ultimamente, pegar um livro qualquer e lê-lo de capa a capa como eu fazia no passado, mas com esse romance é diferente. Ele é chato mesmo! Apesar de ser tecnicamente bom e bem-escrito, o livro tem um ritmo lento,um estilo formal, uma prosa acadêmica e fria. É uma pena, sabe? A história de amor entre um escravo persa e o senhor de um gigantesco império é, sem dúvida, interessantíssima e poderia render muito mais. Infelizmente a autora comete alguns erros, no meu entender, muito irritantes: o preciosismo típico de romances históricos, aquela mania de, às vezes, querer  fazer descrições detalhadas de lugares, objetos e situações, com o intúito de passar veracidade, mas que acaba quebrando o rítmo da narrativa. Quando, na trama, ela decide escrever de forma despojada, acaba por ser superficial. Bom...vamos ver se o livro melhora mais adiante. Boa mesmo é a série de romances históricos do Maurice Druon, chamada "Os Reis Malditos". São seis ou sete volumes (que eu devorei em poucos dias, na época em que os li) que narram os acontecimentos que sucederam a destruição da Ordem dos Cavaleiros Templários por Felipe, o Belo, rei da França, no início do século XlV e acabaram por desembocar na Guerra dos Cem Anos. Uma delícia!! Maravilhosamente bem-escrito, com um ritmo vertiginoso, personagens interessantíssimas, uma trama fantástica, saborosa e inteligente. Hoje os romances históricos estão muito na moda (e eu confesso gostar muito do gênero) mas poucas pessoas parecem se lembrar dessa saga dos reis franceses, que é uma das melhores coisas que eu li nos últimos quinze anos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5266144-92333299?l=laemcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5266144/posts/default/92333299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5266144/posts/default/92333299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laemcasa.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92333299' title=''/><author><name>Josh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07090131177360088032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
